Não poderia ser diferente, afinal, os dados estatísticos sobre as doenças como a obesidade, que acomete pessoas cada vez mais jovens, e a desnutrição, que ainda faz vítimas fatais no mundo inteiro, são preocupantes.
De acordo com uma pesquisa divulgada em agosto de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 49% da população brasileira com 20 anos ou mais está com excesso de peso. Os números realmente assustam. Nos anos de 1974 – 1975, 18% dos homens brasileiros estavam com sobrepeso; em 2008 – 2009, esse número já chegou a 50%. Entre as mulheres, o número saltou de 28,7% para 48% no mesmo período. A pesquisa é categórica: seja em qualquer idade, a obesidade é tão perigosa para a saúde quanto a desnutrição.
Com as crianças, os dados são igualmente preocupantes. Ainda segundo o IBGE, uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos está acima do peso. O problema não escolhe situação econômica, já que o excesso de peso e a obesidade infantil foram identificadas a partir dos cinco anos de idade e em todas as classes sociais, bem como em todas as regiões brasileiras.
É importante ter bons hábitos desde cedo, pois especialistas afirmam que a chance de uma criança obesa tornar-se também um adulto obeso é de 90%. Reeducação alimentar é a palavra de ordem entre médicos e nutricionistas, já que somente uma alimentação equilibrada, que priorize legumes, frutas, sucos naturais e outros alimentos mais saudáveis podem garantir ao organismo os nutrientes necessários para seu correto funcionamento. O contrário do que nos oferecem as famosas guloseimas e os tão conhecidos fast foods.
Justamente para orientar os estudantes sobre os riscos que determinados hábitos trazem e ajudar na reeducação alimentar, a equipe de saúde da FIEB está a postos em todas as unidades. Durante todo o mês, estão sendo verificados o Índice de Massa Corporal (IMC), baseado no peso, altura e idade, além do plantão de dúvidas com os técnicos de enfermagem e a distribuição de material informativo.
“Pretendemos identificar, por meio do IMC, os alunos com peso aquém ou além do esperado para sua altura, conscientizar os jovens, explicitando os fatores fisiológicos, sociais e culturais, bem como a relação entre eles que contribui para o mau funcionamento do organismo, como é o caso do ganho e da perda brusca de peso”, detalha a Dentista Ana Paula Martinelli, coordenadora do Departamento de Gestão da Saúde Escolar da FIEB.
A campanha está tratando, principalmente, de temas como alimentação adequada associada à prática de atividades físicas, descrição e explicação da pirâmide alimentar, a ingestão de açúcar e sua relação com a cárie, o equilíbrio das condições fisiológicas do organismo e a influência do contexto social sobre a alimentação.
Clique aqui para baixar o folder em pdf, criado pela FIEB para essa campanha e que está sendo distribuído entre as unidades. Ele contém informações importantes para uma correta reeducação alimentar.